O Tribunal do Júri analisou a acusação relacionada a uma ocorrência registrada em 5 de maio de 2023. Com a decisão do júri popular, os agentes foram colocados em liberdade.
O caso teve início quando a 3ª Delegacia de Homicídios foi informada sobre um confronto ocorrido durante uma ação policial ligada à investigação de roubos de mercadorias adquiridas por meio de aplicativos de compra. Segundo os registros, o suspeito teria sido localizado em um endereço associado a um familiar, no bairro Novo Horizonte.
As equipes policiais se deslocaram até o local e realizaram um cerco ao imóvel, com parte dos agentes posicionados na frente da residência e outro nos fundos. Para a incursão pelos fundos, houve autorização de uma moradora vizinha, cuja residência faz divisa com o imóvel monitorado.
Ainda conforme os autos, policiais da 1ª Companhia da Polícia Militar relataram ter recebido informações de vítimas sobre roubos envolvendo veículos de entrega, entre eles modelos Fiat Fiorino, Renault Cargo, GM Montana e Renault Master, utilizados no transporte de mercadorias adquiridas por aplicativos. As denúncias apontavam que o homem posteriormente identificado como suspeito estaria envolvido nos crimes na região do bairro Novo Horizonte. O inquérito também menciona que ele possuía antecedentes e histórico criminal.
Ao perceber a aproximação policial, o homem correu para o interior do imóvel, dando início a uma sequência de acontecimentos que culminou em troca de tiros. Ele foi atingido e socorrido. Nenhum policial ficou ferido durante a ação.
Durante o processo, a defesa sustentou que a vítima trabalhava como entregador de mercadorias. Já os policiais alegaram que houve reação armada e que o homem teria efetuado disparos contra a equipe.
Diante dos fatos, foi instaurado inquérito policial para apurar tanto a suposta tentativa de homicídio contra os policiais militares quanto às circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial. O procedimento teve como objetivo esclarecer a dinâmica da ocorrência, a legalidade da atuação policial e eventuais responsabilidades.
Ainda conforme informações oficiais, os policiais militares permaneceram presos desde a época dos fatos no Presídio Romão Gomes, unidade destinada a integrantes da corporação, até o julgamento que resultou na absolvição.