Em março deste ano, a Prefeitura de Piracicaba anunciou a remodelação completa da Área de Lazer do Trabalhador, com investimento estimado em R$ 4.888.141,00. Os recursos são provenientes de emendas parlamentares dos deputados federais Gilberto Nascimento (Podemos) e Kim Kataguiri (Missão), além de contrapartida do Tesouro Municipal.
Com previsão de entrega para o início de 2027, o projeto prevê a renovação das redes elétrica, hidráulica, de esgoto e de águas pluviais, além da implantação de iluminação em LED em todos os trechos da pista de caminhada, quadras, campo e ciclofaixa. Também estão previstos novos equipamentos urbanos, como bancos, lixeiras e postes de segurança, além de serviços de limpeza e preparação da área.
Ainda em março, as primeiras etapas da remodelação foram iniciadas, com serviços de medição, demarcação e preparação do local. Na ocasião, a administração municipal informou que a utilização de máquinas ocorreria nas semanas seguintes.
Desde o início das intervenções, representantes de entidades ambientais, moradores e lideranças políticas passaram a questionar aspectos do projeto. Entre as vozes críticas está a vereadora Silvia Morales (PV), representante do mandato coletivo A Cidade é Sua. Engenheira civil, especialista em Urbanismo e mestra em Habitação e Urbanismo, a parlamentar defende que a remodelação poderia ser executada por meio de alternativas consideradas mais adequadas e com menor potencial de impacto ambiental.
Ao longo dos últimos meses, foram realizados protestos no local, enquanto as obras seguiram em andamento. Nesta semana, a etapa de cercamento da área de lazer voltou a intensificar o debate público e dividiu opiniões entre frequentadores e moradores da região. Além das discussões sobre a instalação do gradil ao redor do parque, também surgiram preocupações relacionadas aos possíveis impactos ambientais, especialmente em áreas próximas ao rio Piracicaba.
De acordo com publicações divulgadas pelo mandato coletivo A Cidade é Sua, representado pela vereadora Silvia Morales (PV), a intervenção poderia resultar em cerca de 2.500 metros quadrados de impermeabilização do solo, além de impactos sobre raízes e mais de 35 árvores existentes no parque.
Nesta quinta-feira (11), Silvia Morales (PV), integrantes do mandato coletivo e representantes de movimentos ambientais estiveram no local na tentativa de interromper as obras nas proximidades das margens do rio. Em nota, a Prefeitura de Piracicaba repudiou a ação e afirmou que a obra está sendo executada em conformidade com a legislação vigente, contando com todas as autorizações e licenças necessárias.
A administração municipal também informou que a implantação do alicerce para a instalação do gradil não provoca impacto ambiental e não prevê a supressão de árvores ou de qualquer outra espécie arbórea existente na área.