A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) realizou no dia 12 o lançamento da pedra fundamental do Esalq Science Park, também denominado Parque Científico e Tecnológico A3 (Agricultura, Alimentos e Ambiente). O ato simbólico marca o início da implantação do novo empreendimento e abre uma etapa estratégica para consolidar, em Piracicaba, um ambiente dedicado à pesquisa, à inovação e à integração entre universidade, setor produtivo e sociedade.
De acordo com a diretora da Esalq, professora Thais Vieira, o parque já está oficialmente instituído por meio de uma resolução assinada pelo reitor da USP, que define o modelo de gestão e estabelece a formação de conselhos que vão conduzir a iniciativa. “O parque já está oficialmente criado por meio de uma resolução assinada pelo reitor, que estabelece não apenas o modelo de gestão, mas também a constituição de seus conselhos — o estratégico, o executivo e a entidade gestora”, afirmou.
Vinculado à Esalq/USP, o Parque A3 foi concebido como um espaço colaborativo voltado a atividades intensivas em conhecimento, reunindo instituições públicas, empresas e organizações do terceiro setor. O foco prioritário está nas áreas de agricultura, alimentos e ambiente, alinhadas às frentes de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pela Escola. O modelo de gestão foi elaborado em parceria com a equipe da Esalq pela Fundação Nishimura.
Entre os objetivos centrais do Esalq Science Park estão a atração de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), o estímulo à cooperação universidade-empresa e o apoio à criação de produtos, processos e serviços inovadores. A proposta também mira o fortalecimento do empreendedorismo acadêmico e a formação diferenciada de estudantes de graduação e pós-graduação, com ênfase em transferência de tecnologia e impacto positivo para a sociedade.

A diretora da Esalq destacou ainda que o parque deve ampliar as ações de inovação na região ao oferecer espaços mais adequados para startups e empresas com projetos inovadores. “Hoje, a região de Piracicaba já enfrenta uma saturação nesse sentido, o que evidencia a importância desse novo empreendimento”, pontuou. Segundo a gestora, o Parque A3 deverá abrigar projetos de ideação, aceleração e empresas nascentes, além de empresas já consolidadas no mercado que desenvolvam atividades de inovação.
A expectativa é que o ambiente facilite a aproximação entre o setor produtivo e a universidade, inclusive com oportunidades para estudantes e egressos. A articulação com futuras parceiras pode gerar estágios, empregos e projetos conjuntos de pesquisa, acelerando processos de co-criação e co-desenvolvimento de tecnologias e soluções voltadas à agricultura, à produção de alimentos e à mitigação de impactos ambientais das atividades produtivas.
Com a instalação do novo parque, a Incubadora Tecnológica da Esalq (EsalqTec), em funcionamento desde 1994, passará a integrar o Parque A3, ampliando a atuação dentro de um arranjo institucional mais amplo voltado ao ecossistema de inovação.
Além da infraestrutura física, o Parque A3 prevê a oferta de serviços de apoio às entidades participantes, como espaços compartilhados, ambientes de coworking, suporte à gestão, orientação em propriedade intelectual, elaboração de projetos e articulação com redes de pesquisa, investidores e agências de fomento. A proposta é fortalecer o ecossistema e acelerar a transformação de conhecimento em soluções aplicadas, com benefícios diretos para Piracicaba e para a região.