A Superliga Desportiva de Piracicaba anunciou uma mudança histórica em seu estatuto, tornando o combate à violência contra a mulher uma regra obrigatória para todos os participantes. A partir desta data, qualquer atleta com denúncia formalizada de violência doméstica será impedido de disputar a competição.
A punição prevê um caminho de recuperação: o jogador afastado só poderá retornar aos campos após concluir um programa de acompanhamento psicossocial. A ação será viabilizada por meio de uma mobilização da Prefeitura de Piracicaba, através das Secretarias de Saúde e de Cidadania, que farão o monitoramento dos casos e a condução dos processos de reabilitação.
Para o presidente da Superliga, Matheus Nocete, a medida é um divisor de águas para o esporte local. “O futebol é uma ferramenta de transformação. Ao alterarmos o estatuto, deixamos claro que a conduta do atleta fora de campo é tão importante quanto o seu desempenho técnico. Queremos que a Superliga seja um exemplo de cidadania e segurança para todas as famílias piracicabanas”, afirma Nocete.

Ações de Promoção e Visibilidade
A campanha “Homem de Respeito, Homem que Respeita” introduz mudanças na dinâmica das partidas, incluindo o fortalecimento da arbitragem feminina. O objetivo é consolidar o respeito à autoridade feminina dentro das quatro linhas. Além disso, faixas informativas serão exibidas em todas as rodadas e, em momentos decisivos, mães, esposas e filhas dos jogadores terão participação ativa nos protocolos oficiais.
Rede de Apoio
A integração entre a Superliga e o poder público visa garantir que o esporte seja um agente de transformação real, focando na reeducação e na garantia de um ambiente seguro. Informações sobre direitos da mulher e canais de denúncia podem ser obtidos pelo Ligue 180, serviço gratuito do Governo Federal.

Imagens: Ralph Moretti / Rocha Fotos / Corre No Agito/ NZ 10 Fotografia