Algumas das principais universidades públicas do interior do estado de São Paulo iniciaram movimentos de paralisação, acompanhando a mobilização registrada na Universidade de São Paulo, na capital paulista. Estudantes de campi da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Estadual de Campinas também passaram a realizar assembleias para discutir a adesão ao movimento.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos estudantes estão melhorias no auxílio permanência, ampliação de políticas sociais, melhores condições nos restaurantes universitários, maior diálogo com as direções das instituições e outras demandas específicas de cada campus.
Na manhã desta terça-feira (12), em Campinas, estudantes, funcionários e representantes sindicais realizaram uma manifestação que bloqueou os principais acessos da Unicamp, provocando reflexos no trânsito da Rodovia Dom Pedro I e em vias do entorno da universidade. Segundo os movimentos estudantis, cerca de 40% dos cursos aprovaram adesão à greve, enquanto outros seguem promovendo assembleias para deliberar sobre o tema.
A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, mantém as atividades normalmente. Até a publicação da matéria, não havia sido realizada assembleia deliberativa sobre adesão ao movimento. Em nota, o campus repudiou as ações registradas na cidade de São Paulo e afirmou permanecer aberto ao diálogo com os estudantes.
O campus da Unicamp em Limeira entrou oficialmente em greve no último dia 5, após reivindicações não atendidas, segundo representantes estudantis. Entre as principais pautas estão a construção de moradia estudantil, melhorias nos restaurantes universitários e no transporte, fortalecimento de políticas sociais e ações de combate à violência sexual. Os estudantes também apontam falta de professores e déficit de funcionários técnicos.
Na Unesp de Rio Claro, a adesão ganhou força na noite de segunda-feira (11), após assembleias realizadas pelos cursos. Mesmo assim, algumas atividades seguem sendo realizadas normalmente, já que nem todos os cursos aderiram à paralisação.
As mobilizações podem ganhar força ao longo da semana, com novas assembleias previstas nos campi. Os estudantes defendem a ampliação do diálogo com as administrações universitárias e melhorias nas condições de permanência e estrutura das instituições.